Archive for the ‘Astronomia’ Category

Já chegou o disco voador!

fevereiro 8, 2011

Antes de mais nada: Se você estava procurando aquele vídeo clássico do Chaves, clique aqui e seja feliz.

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Caso o seu vizinho comece a gritar hoje no horário da novela dizendo que está vendo um OVNI, não se assuste. Durante esta semana, por curtos períodos de tempo, um objeto muito brilhante e peculiar poderá ser avistado nos céus de São Paulo, caso a densa camada de poluição permita: É a Estação Espacial Internacional, que reflete a luz do Sol em nossa direção e torna-se visível em determinados locais durante a noite.

A ISS encontra-se em órbita em torno da Terra (já foram mais de 57.300 voltas completas) a uma altitude média em torno de 350km. Seu primeiro módulo foi lançado pela NASA no dia 20 de novembro de 1998 e, desde então, a estação já percorreu incríveis 2,7 bilhões de km. Nada mal para uma máquina que pesa 375.727 kg e é maior que uma cobertura duplex com 4 suítes. Olha ela aí:

 

A tabela abaixo, enviada pelo Rafael, foi retirada do site Heavens Above. Nela são mostradas algumas datas desta semana, para a cidade de São Paulo, com os horários em que a Estação Espacial estará visível no céu. Notem a coluna Mag: na noite de hoje a ISS brilhará com uma magnitude aparente de -3.7, ou seja, 5 magnitudes (ou 100 vezes) mais brilhante que Acrux (a estrela mais brilhante do Cruzeiro do Sul).

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ISS – Visible Passes HomeInfo.OrbitPrev.NextHelp |
Search period start: 00:00 Tuesday, 8 February, 2011
Search period end: 23:00 Thursday, 17 February, 2011
Observer’s location: São Paulo, 23.5330°S, 46.6170°W
Local time zone: Eastern Brazil Daylight Time (UTC – 2:00)
Orbit: 349 x 354 km, 51.6° (Epoch Feb 7)

Click on the date to get a star chart and other pass details.

Date Mag Starts Max. altitude Ends
Time Alt. Az. Time Alt. Az. Time Alt. Az.
8 Feb -3.7 21:05:30 10 SW 21:08:27 79 NW 21:08:51 62 NNE
9 Feb -1.9 19:56:56 10 S 19:59:17 21 SE 20:01:35 10 E
9 Feb -0.8 21:32:52 10 W 21:34:23 13 NW 21:34:27 13 NW
10 Feb -3.3 20:22:27 10 SW 20:25:23 64 NW 20:28:17 10 NNE
11 Feb -0.4 20:50:15 10 WNW 20:51:13 11 NW 20:52:11 10 NW

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Ao clicar em cada uma das datas, abrir-se-á uma nova “aba” em seu navegador com a respectiva carta celeste, com vários pontos de referência para facilitar a localização da ISS.

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A falsa polêmica do “novo zodíaco”

janeiro 18, 2011

Representação da precessão, movimento responsável pelo "novo signo"

Parabéns ao cidadão que criou a falsa polêmica de que o zodíaco atualmente é diferente do que o utilizado pelos astrólogos. Foi muito perspicaz encontrar uma manchete que chamasse tanta atenção para um fato antigo, já sabido há muito. Agora, depois de todo esse tumulto criado em torno do décimo terceiro signo, o que mais me pareceu desnecessário foi um monte de cientistas e astrônomos querendo dar pitaco na profissão alheia.

Antes de explicar por que acredito que astrônomos não deveriam interferir na astrologia (pelo menos não na forma como tem sido feita), talvez valha a pena explicar essa mudança nos signos anunciada pelos jornais.

Para entender essa mudança do zodíaco, é preciso entender os movimentos da Terra. A Terra possui uma série de movimentos que resultam de sua interação com o Sol e outros corpos e das condições do sistema solar quando foi criado. No ensino fundamental, normalmente ouvimos falar de dois movimentos da Terra: a rotação e a translação. Este diz respeito ao caminho percorrido pelo planeta em torno do Sol e tem duração de um ano. Um dos efeitos da translação é que as constelações vistas no céu noturno não são as mesmas ao longo dos 12 meses – por exemplo, Escorpião é fácil de ser vista nas noites de julho no Brasil, o que não é verdade em dezembro. Já a rotação, que dura um dia, é o movimento da Terra em torno de seu próprio eixo, e é responsável por deixar a face da Terra iluminada ou sem luz, o que nada mais é do que o dia e a noite.

Mas não são apenas esses os dois movimentos da Terra. Há outros movimentos que possuem efeitos menos perceptíveis. A cultura helênica já tinha conhecimento desses movimentos, tanto que haviam sido utilizados para a construção da máquina de Anticítera.

Um desses movimentos é o de precessão, representado na figura acima. Ele é análogo ao movimento do peão que, conforme vai girando cada vez mais devagar, tem sei eixo mudando de posição até tombar e ficar na horizontal. O eixo da Terra, assim como o do peão, também muda de posição e não fica eternamente como um espeto cravado em um isopor, sempre apontando para o mesmo lugar. Na realidade, é como se o espeto se mantivesse inclinado, mas sua ponta fizesse movimentos circulares. Se a Terra tivesse um espeto cravado para representar seu eixo, ele completaria um círculo a cada 26000 anos, aproximadamente. Esse é o tempo da precessão da Terra.

Um dos efeitos da precessão é que a posição aparente das constelações mudam ao longo de período. As pessoas hoje veem as constelações em posições diferentes das que eram há séculos. Outro efeito diz respeito ao zodíaco, nome dado ao conjunto das constelações que ficam no caminho do movimento aparente do Sol em torno da Terra. Dizemos aparente porque não é o movimento real, uma vez que a Terra é quem gira em torno do Sol embora o Sol pareça girar em torno de nós.

Por conta da precessão, de tempos em tempos o zodíaco pode ter mais ou menos constelações. Hoje, por exemplo, o zodíaco tem uma constelação a mais – chamada Serpentário – do que tinha há milênios atrás.

A responsabilidade desse conhecimento – movimento da Terra e seus efeitos, constelações etc. – e de seu progresso é atribuída atualmente aos astrônomos. Há alguns séculos, não fazia sentido distinguir astrólogos e astrônomos, pois o estudo do céu e do movimento dos astros tinha como uma de suas finalidades justificar diversos fenômenos na Terra, portanto um estudo era ligado ao outro. Prova disso é que, não fosse Newton astrólogo, seria improvável que ele utilizasse a ação a distância, elemento incompatível com o pensamento científico da época por seu caráter místico e nada mecanicista, em sua lei universal da gravitação.

Hoje, Astrologia e Astronomia, são áreas de conhecimento separadas e, por mais que tenham caminhado juntas durante séculos, não compartilham mais das mesmas crenças. São corpos diferentes, alicerçados em estruturas diferentes. Planetas e constelações constituem para os astrólogos uma linguagem para expressar seu objeto de estudo, a relação entre alguma coisa lá fora e o comportamento humano, enquanto planetas e constelações são atualmente alguns dos objetos de estudo dos astrônomos. São, portanto, duas atividades diferentes, por isso não faz sentido tentar compará-las ou achar válido utilizar elementos de uma para interferir na outra. A Astrologia precisa de doze signos para representar o comportamento humano, e a Astronomia hoje não tem mais nada a ver com isso.

O que acontece na realidade é o menosprezo por parte da grande maioria dos astrônomos e cientistas pela Astrologia por ser considerada pseudociência – o que, diga-se de passagem, se dá muitas vezes pelo senso comum e de forma pouco científica, como mostra este artigo. E esse menosprezo por uma área de conhecimento não-científica, o que representa uma intolerância e soberba que daria inveja ao Sheldon, é usado para legitimar a intromissão dos astrônomos no trabalho dos astrólogos.

Veja, argumentos como astrologia “é picaretagem”, “é misticismo” e “representa um atraso para a vida das pessoas” são irrelevantes para argumentar se os astrônomos têm espaço ou não para dizer quantos signos os astrólogos deveriam utilizar em sua atividade. Tratam-se de sistemas de crenças a princípio independentes um do outro, por mais que haja alguns elementos em comum.

Portanto, se você acredita em astrologia e não gostou de descobrir que falta um signo no zodíaco, não se preocupe, pois você não tem obrigação alguma de dar ouvido a um astrônomo nessa questão, e o zodíaco astrológico pode continuar a ter seus doze signos. Isso porque os astrônomos, assim como qualquer astrólogo, não são os donos da verdade.

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Se meu texto te ofende, é hora de assistir este vídeo.

Enquanto eu escrevia este texto, um colega publicou outro com informações sobre o “novo zodíaco” também interessantes, embora com uma visão divergente da minha.

Eclipse da Lua – 21/12/2010

dezembro 19, 2010

O que acontece é o seguinte: o blog anda muito parado, e o motivo principal para a falta de posts continua sendo a falta de tempo. Quem sabe ano que vem as coisas melhoram por aqui. Semana passada recebemos um texto muito legal do nosso amigo Rafael Santucci (que já colaborou com o Café com Ciência recentemente), sobre o eclipse da Lua que ocorrerá dia 21. Aproveitem.

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Acho que pelo menos um dos 2,57 trilhões de leitores do blog já se deparou com aquela fatídica notícia de internet que diz que Marte será visto no céu com o mesmo tamanho da Lua cheia. Pois é, se você recebeu esse tipo de mensagem deve estar se perguntando de onde isso pode ter surgido, e se você nunca recebeu, talvez receba nos próximos dias.

(Comentário: esse causo já foi tema da analogia da semana)

No próximo dia 21 de dezembro de 2010 teremos mais um eclipse da Lua. Não sei se todos os incontáveis leitores do blog já tiveram a oportunidade de observar esse evento. Para os que nunca observaram, é importante dizer que a Lua será vista durante todo o eclipse, entrentanto sua intensidade luminosa diminuirá e sua cor irá se modificar até atingir uma tonalidade laranja-avermelhada, retornando depois ao seu brilho e cores naturais. Veja algumas figuras interessantes na Wikipedia (Inglês):

O motivo de observarmos a mudança na tonalidade da Lua é a influência da atmosfera da Terra, que se comporta como um prisma, difratando a luz solar. Os raios de luz de cor vermelha sofrem um desvio maior do que os raios de outras cores, deixando o terreno lunar com o aspecto avermelhado. Aqui é interessante fazer uma outra abordagem do fenômeno: se um observador estivesse na Lua, o que seria observado? A resposta é: Um eclipse do Sol! Entretanto, este ocorreria de forma diferente daqueles que são vistos aqui da Terra, pois na Lua veríamos um anel vermelho intenso ao redor da Terra durante o eclipse, como tenta mostrar a ilustração artística a seguir:

Ilustração Artística de um Eclipse do Sol, visto para um observador na Lua.

O eclipse vai durar pouco menos de 05h e 40min (contando desde o momento em que a Lua começa a entrar na penumbra da Terra até o momento em que ela está completamente fora dela), sendo 1h e 13min de eclipse total umbral. Vocês poderão começar a observar a Lua se tornando avermelhada às 4h33min (horário de Verão), às 5h40min a Lua estará totalmente coberta pela umbra terrestre e o máximo do Eclipse será às 6h17min. Para os mais fanáticos, podem olhar todos os detalhes do eclipse clicando aqui.

Recomendamos a observação do eclipse da Lua à vista desarmada (ou seja, a olho nu!). No máximo utilize um binóculo de pequeno aumento e, claro, acorde cedo. Infelizmente, dessa vez nós brasileiros não veremos o eclipse em todas as suas etapas, pois a Lua irá se pôr (região Oeste) pouco antes do máximo do eclipse, enquanto o Sol já estará nascendo no horizonte oposto.

Mas o que isso tudo tem a ver com a notícia de Marte? Se você estiver voltando da balada por volta desse horário na madrugada do dia 21, lembre-se que você não bebeu demais e ganhou super poderes de aumento visual, Marte continua sendo um pontinho avermelhado no céu e a bola laranja que você estará vendo, é a Lua mesmo.

Se você não lembrar de acordar cedo, ou então estiver chovendo, não fique triste, o próximo eclipse da Lua visto aqui do Brasil acontecerá em 15 de junho de 2011, e o melhor, será logo depois do pôr do Sol. 🙂

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Imagem da semana: Três Marias versão tunning

outubro 28, 2010

Como já disse por aqui anteriormente, eu nunca me deparo com imagens bonitas enquanto faço pesquisa, e na maioria das vezes não paro e olho as fotos do céu que são publicadas por aí. Esse “exercício” de publicar a imagem da semana, mesmo que seja uma vez por bimestre, acaba me fazendo apreciar um pouco mais o trabalho alheio. E essa visão logo abaixo com certeza vale um post.

A imagem desta semana mostra uma visão bem mais caprichada (ou “tunada”, como diriam aqueles que se julgam anglófonos porque assistem friends sem ler a legenda, adoram pegar palavras em inglês, pronunciar de qualquer jeito, trocar os sons, piorar o sentido e continuar achando que está tudo bem) daqueles três pontinhos sem graça que observamos a olho nu no céu. Apresento-lhes Órion, o caçador. E, quem diria, nossas três marias desbravadoras formam o importantíssimo cinturão do sujeito, sem o qual ele não poderia carregar sua espada nem manter o saiote no lugar. Logo à direita das três amigas encontra-se uma região azulada de intensa formação estelar, chamada Nebulosa de Órion. Além disso, essas imensas nuvens de gás e poeira espalhadas pela imagem só podem ser observadas com o auxílio de telescópios potentes, sendo que a imagem final é uma composição de várias outras tomadas em diferentes filtros.

Outra figura conhecida que pode ser vista na imagem é a Nebulosa Cabeça do Cavalo, que encontra-se bem próxima à “maria inferior” na imagem. Caso queira saber exatamente onde se encontram esses objetos e o nome das estrelas mais brilhantes da imagem clique aqui. (Me reservo o direito de continuar chamando as três marias de maria1, maria2 e maria3. Onde já se viu chamar alguém de Alnilam? Parece mais uma marca de água sanitária).

E o arco avermelhado que envolve as marias? O que seria?

É o mundialmente conhecido e adorado Loop de Barnard, cujo centro encontra-se próximo à nebulosa de Órion. O nome foi dado em homenagem a Edward Barnard, que capturou algumas imagens desta região em 1895. Porém, dizem as más línguas que William Herschel (o cara que fez um mapa da Galáxia) já havia observado o dito loop nos idos de 1786. Acredita-se que o loop foi formado por sucessivas explosões de supernova, que  teriam ocorrido entre 2 e 3 milhões de anos atrás.

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Para ser bem sincero, eu não vejo caçador nenhum no céu, nem fazendo muito esforço. Clique aqui para acessar minha releitura pessoal da constelação.

Imagem da semana: Uma questão de escala

setembro 17, 2010

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Obs 1: Mais uma dica do Fabiô.

Obs 2: Muitas imagens e posts legais no blog do Marcellus.

Obs 3: A figura não precisa de muita explicação certo?

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Imagem da semana: Landessternwarte Königstuhl

setembro 8, 2010

Depois de muito tempo sem escrever nada (culpa de um pequeno trabalho que eu precisava terminar), tentarei voltar a ativa no blog. Deixo meus sinceros agradecimentos ao Moisés e ao Zé Colméia por manterem o blog vivo durante este período. Dada a extrema fadiga dos meus dedos depois de tanto digitar nos últimos meses, vou pegar leve e colocar umas imagens interessantes.

Apresento-lhes o Observatório da Universidade de Heidelberg, localizado na cidade Heidelberg, Alemanha. Ele foi fundado em 1898 pelo duque Friedrich I. de Baden e, desde 2005, abriga pesquisadores associados ao centro de astronomia da referida Universidade. As pesquisas realizadas por este pessoal vão desde arqueologia estelar até astrofísica de altas energia.

O Observatório é composto de sete cúpulas, e cada telescópio é utilizado para uma função específica (clique aqui para saber mais sobre os telescópios). Para se ter uma idéia da importância do local, entre 1912 e 1957, Karl Wilhelm Reinmuth identificou quase 400 asteróides a partir deste observatório! Os telescópios ainda estão em operação, mas como já havia dito anteriormente, locais com altitudes médias e alta umidade não são os melhores para se fazer pesquisa de ponta, mas com certeza contribuem com a pesquisa em astronomia.

Além disso, o local é muito agradável, silencioso e limpo. O trabalho rende que é uma maravilha! O Observatório fica localizado ao lado de um dos Institutos Max Planck e próximo ao Königstuhl (algo como Trono do Rei), de onde é possível apreciar a vista da cidade de Heidelberg e do rio Neckar.

É realmente um lugar muito bom para se morar e fazer pesquisa. Provavelmente se o “fotógrafo” que vos fala fosse mais talentoso as imagens seriam mais convincentes!

Mais um Doutor!

agosto 31, 2010
Dr Placco

Dr Placco

É com grande satisfação que o Café com Ciência anuncia o mais fresco novo doutor do IAG, e deste blog: Dr Vinícius Moris Placco!

Uma salva de palmas para ele!

Programa Especial da TV Brasil e a Astronomia

agosto 25, 2010

Este vídeo passou no Programa Especial da TV Brasil no dia 13 de agosto deste ano.

O Programa Especial é uma iniciativa ímpar da TV Pública nacional. Ele trata de temas relacionados a pessoas portadoras de necessidades especiais e de sua inclusão na sociedade, abordando os mais variados assuntos como mercado de trabalho, lazer, novos tratamentos, esporte, saúde, entre outros, tratados de forma inclusiva e descontraída.

Segundo o site do programa: “O Programa Especial mostra que as pessoas com deficiência são capazes e atuantes na sociedade e é voltado para todo cidadão que acredita ser não apenas possível, mas também imprescindível vivermos em um mundo que valoriza a diversidade”.

Dada a dica, não deixe de acompanhar o Programa Especial todas as sextas-feiras às 19:30.

Nesta reportagem em particular, durante o último dia dos pais, este ano celebrado no dia 08 de agosto, o engenheiro Paulo Sérgio resolveu presentear seu filho, Pedro, com uma visita ao Planetário da cidade do Rio de Janeiro.

Pedro, que é portador de autismo, é apaixonado pela astronomia. Paixão esta compartilhada pelo pai do garoto.

É emocionante ver a interação do pai com o filho, ver a paixão dos dois pela Astronomia. Fico extremamente feliz por saber que esta bela ciência, a Astronomia, possa ter uma utilidade tão social, de inclusão e de maravilhamento.

Parabéns ao Paulo Sérgio e a seu filho Pedro. Espero que continuem a olhar para os céus!

E pur si muove!

agosto 23, 2010

Excelente vídeo de Tony Rowell. Para quem gosta destas belas imagens e belos vídeos, há mais deles no vimeo.

O que vemos neste vídeo acima é um conjunto de antenas para observações na faixa do sub-milimétrico. Este movimento das antenas ocorre quando se acompanha um alvo de estudo ao longo da noite, ou quando se muda de um alvo para outro. E, enquanto as observações vão sendo feitas ao longo da noite, a Via Láctea desliza sobre os observadores.

Este conjunto, em particular, é denominado CARMA. CARMA é uma sigla para Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy (em uma tradução livre do inglês: Conjunto Combinado para Pesquisa Astronômica em ondas Milimétricas).

O conjunto de antenas CARMA, consiste de seis antenas de 10,4 metros, nove de 6,1 metros e oito de 3,5 metros que são utilizadas para o estudo do universo em comprimentos de onda milimétricos.

A ciência que se pode conduzir com o conjunto de antenas CARMA é centrada em torno do estudo do universo frio através do imageamento da emissão em rádio de moléculas, poeira interestelar e emissões do universo primordial. As principais áreas de estudo incluem: a formação, evolução e a dinâmica de galáxias; a formação de estrelas e de sistemas planetários em torno de outras estrelas; a composição das atmosferas planetárias, de cometas e de outros corpos menores de nosso Sistema Solar; além da evolução de aglomerado de galáxias e do Universo.

Música para Galileu

agosto 10, 2010

Uma ótima dica do blog Associação Viver a Ciência.

A banda que aparece no vídeo acima é Haggard. Trata-se de uma banda alemã de “Classical Medieval Metal” que (segundo a Wikipedia) combina música folk, erudita e death metal.

Esta banda resolveu prestar uma homenagem a Galileu Galilei dedicando a ele um álbum inteiro: Eppur Si Muove (2004). Disco este batizado com a famosa frase atribuída à Galileu e que foi, possivelmente, dita em seu julgamento quando negara suas teorias perante a Santa Inquisição: “Mas tudo se move”.

Para quem gosta deste estilo de música (que não é muito o meu caso), fica a dica e a homenagem.