Archive for the ‘Imagem da Semana’ Category

Imagem da semana: Eclipse da Lua

dezembro 27, 2010

Semana de férias para alguns, semana de trabalho para outros. Embalado pelo post anterior sobre os detalhes do eclipse lunar, achei pertinente compartilhar algumas imagens. A “foto oficial” do evento é do APOD do dia 23/12:

Entretanto, nesta imagem não é possível ver exatamente como occoreu o eclipse. Para não deixar o leitor com muita curiosidade, acordei meu irmão Matheus às 4h30 no dia do referido evento e ele gentilmente, com um sorriso no rosto e cabelo despenteado, tirou algumas fotos (eu fiquei mesmo na parte de logística, que incluiu chamar o elevador e trancar a porta):

Alguns problemas que ocorreram (além do sono): (i) São Paulo, (ii) Lua muito próxima ao horizonte, (iii) apartamento com sacada oposta ao evento, (iv) maldito sobrado com telhado que mais parece um barracão de escola de samba, (v) iluminação pública e (vi) falta de tripé para apoiar a câmera.  Mesmo assim as fotos saíram bem legais.

 

Anúncios

Imagem da semana: Três Marias versão tunning

outubro 28, 2010

Como já disse por aqui anteriormente, eu nunca me deparo com imagens bonitas enquanto faço pesquisa, e na maioria das vezes não paro e olho as fotos do céu que são publicadas por aí. Esse “exercício” de publicar a imagem da semana, mesmo que seja uma vez por bimestre, acaba me fazendo apreciar um pouco mais o trabalho alheio. E essa visão logo abaixo com certeza vale um post.

A imagem desta semana mostra uma visão bem mais caprichada (ou “tunada”, como diriam aqueles que se julgam anglófonos porque assistem friends sem ler a legenda, adoram pegar palavras em inglês, pronunciar de qualquer jeito, trocar os sons, piorar o sentido e continuar achando que está tudo bem) daqueles três pontinhos sem graça que observamos a olho nu no céu. Apresento-lhes Órion, o caçador. E, quem diria, nossas três marias desbravadoras formam o importantíssimo cinturão do sujeito, sem o qual ele não poderia carregar sua espada nem manter o saiote no lugar. Logo à direita das três amigas encontra-se uma região azulada de intensa formação estelar, chamada Nebulosa de Órion. Além disso, essas imensas nuvens de gás e poeira espalhadas pela imagem só podem ser observadas com o auxílio de telescópios potentes, sendo que a imagem final é uma composição de várias outras tomadas em diferentes filtros.

Outra figura conhecida que pode ser vista na imagem é a Nebulosa Cabeça do Cavalo, que encontra-se bem próxima à “maria inferior” na imagem. Caso queira saber exatamente onde se encontram esses objetos e o nome das estrelas mais brilhantes da imagem clique aqui. (Me reservo o direito de continuar chamando as três marias de maria1, maria2 e maria3. Onde já se viu chamar alguém de Alnilam? Parece mais uma marca de água sanitária).

E o arco avermelhado que envolve as marias? O que seria?

É o mundialmente conhecido e adorado Loop de Barnard, cujo centro encontra-se próximo à nebulosa de Órion. O nome foi dado em homenagem a Edward Barnard, que capturou algumas imagens desta região em 1895. Porém, dizem as más línguas que William Herschel (o cara que fez um mapa da Galáxia) já havia observado o dito loop nos idos de 1786. Acredita-se que o loop foi formado por sucessivas explosões de supernova, que  teriam ocorrido entre 2 e 3 milhões de anos atrás.

—————————————————–

Para ser bem sincero, eu não vejo caçador nenhum no céu, nem fazendo muito esforço. Clique aqui para acessar minha releitura pessoal da constelação.

Imagem da semana: Uma questão de escala

setembro 17, 2010

—————————————————–

Obs 1: Mais uma dica do Fabiô.

Obs 2: Muitas imagens e posts legais no blog do Marcellus.

Obs 3: A figura não precisa de muita explicação certo?

—————————————————–

Imagem da semana: Landessternwarte Königstuhl

setembro 8, 2010

Depois de muito tempo sem escrever nada (culpa de um pequeno trabalho que eu precisava terminar), tentarei voltar a ativa no blog. Deixo meus sinceros agradecimentos ao Moisés e ao Zé Colméia por manterem o blog vivo durante este período. Dada a extrema fadiga dos meus dedos depois de tanto digitar nos últimos meses, vou pegar leve e colocar umas imagens interessantes.

Apresento-lhes o Observatório da Universidade de Heidelberg, localizado na cidade Heidelberg, Alemanha. Ele foi fundado em 1898 pelo duque Friedrich I. de Baden e, desde 2005, abriga pesquisadores associados ao centro de astronomia da referida Universidade. As pesquisas realizadas por este pessoal vão desde arqueologia estelar até astrofísica de altas energia.

O Observatório é composto de sete cúpulas, e cada telescópio é utilizado para uma função específica (clique aqui para saber mais sobre os telescópios). Para se ter uma idéia da importância do local, entre 1912 e 1957, Karl Wilhelm Reinmuth identificou quase 400 asteróides a partir deste observatório! Os telescópios ainda estão em operação, mas como já havia dito anteriormente, locais com altitudes médias e alta umidade não são os melhores para se fazer pesquisa de ponta, mas com certeza contribuem com a pesquisa em astronomia.

Além disso, o local é muito agradável, silencioso e limpo. O trabalho rende que é uma maravilha! O Observatório fica localizado ao lado de um dos Institutos Max Planck e próximo ao Königstuhl (algo como Trono do Rei), de onde é possível apreciar a vista da cidade de Heidelberg e do rio Neckar.

É realmente um lugar muito bom para se morar e fazer pesquisa. Provavelmente se o “fotógrafo” que vos fala fosse mais talentoso as imagens seriam mais convincentes!

Imagem da semana: Iguaçu e a Via Láctea

maio 15, 2010

A imagem dessa semana é mais uma daquelas para testar suas habilidades de reconhecimento do céu. Ela mostra alguns objetos típicos do céu do hemisfério sul juntamente com as maravilhosas cataratas do Iguaçu (que eu vergonhosamente nunca fui visitar).

A versão da foto com os nomes de alguns objetos nela presentes encontra-se a um click de distância. Antes de olhar os resultados na página do APOD, os bilhões de leitores do blog podem tentar identificar os seguintes objetos:

  • Nuvens de Magalhães: As covas de Adão e Eva já foram assunto aqui no Café com Ciência algumas vezes.
  • Sirius: estrela mais brilhante no céu noturno.
  • Canopus: estrela supergigante, segunda mais brilhante no céu noturno. É interessante notar que Sirius encontra-se a uma distância de 8.6 anos-luz e Canopus está a 310 anos-luz! Ou seja, Canopus é intrisecamente muito mais brilhante que Sirius, porém o que vemos quando olhamos para o céu são as estrelas projetadas na esfera celeste (através da magnitude aparente).
  • Cruzeiro do Sul: Constelação próxima ao Pólo sul Celeste. Apesar do nome, essa constelação pode ser vista por inteiro no hemisfério norte, para quem mora em latitudes menores do que 27 graus norte (por exemplo México, estado da Flórida – EUA, Índia e sul do Egito).
  • Alfa e Beta Centauri: parte da constelação do Centauro.

Além dos objetos citados acima, é possível identificar o Pólo Sul Celeste e a Nebulosa de Carina. Para quem quiser aprender mais sobre o assunto, o Planetário de São Paulo oferece cursos muito bons de reconhecimento do céu, mecânica celeste e astronomia geral.

Imagem da semana: MSU Campus Observatory

maio 3, 2010

A imagem dessa semana foi feita por acaso. Estava eu, correndo em uma estrada próxima à Universidade, com a máquina fotográfica em mãos, quando me deparo com essa belezura. Eis o Observatório da Michigan State University (confesso que fiquei decepcionado com o site, achei que poderia ser mais caprichado). Localizado nos limites da cidade de East Lansing, (estado de Michigan) ele é utilizado tanto para apresentações para o público quanto para pesquisas científicas. Mesmo sendo de pequeno porte (60cm de diâmetro), muita ciência de qualidade pode ser feita nele (caso fique curioso, veja a lista de publicações recentes no site).

É interessante notar que esse telescópio sofre dos mesmos problemas dos telescópios do Observatório Pico dos Dias. Na imagem pode-se notar a presença de árvores e nuvens no céu, ou seja, não é um lugar ótimo para se ter um telescópio. Além disso, essa região está a apenas 200m de altitude em relação ao nível do mar e o lugar não tem muitas elevações, o que causa um vento que também prejudica as observações. Eu diria que ele está lá mais por questões políticas do que qualquer outro motivo.

Agora, a pergunta que não quer calar: o que diabos o rapaz estava fazendo correndo com a máquina fotográfica em mãos? Na verdade eu estava querendo fotografar gansos-do-canadá que aparecem aqui na região dos grandes lagos nessa época do ano. Eu não acreditei quando vi um monte deles andando pelas calçadas como se estivessem dando uma volta. Não é todo dia que é possível encontrar um telescópio e um bando de gansos assim próximos.

PS: Se a foto estiver meio tremida é porque eu estava correndo e também porque esses bichos apresentam um comportamento ligeiramente agressivo quando alguém tenta chegar muito perto…

Imagem da semana: Eyjafjallajökull

abril 23, 2010

Eyjafjallajökull

Ele estava lá quieto desde o início da segunda década do século XIX. Eyjafjallajökull é, segundo a wikipedia, uma das geleiras de menor dimensão da Islândia. Esse nome estranho pode ser traduzido literalmente como “geleira das montanhas das ilhas”. Neste link aqui estão listadas as erupções do acima citado ocorridas em 2010.

A imagem acima foi retirada do APOD do dia 19 de abril. Segundo a referência, nenhuma das duas erupções, ocorridas em 20 de março e 14 de abril, foram das mais fortes já vistas por aí. O agravante, na verdade, foi o fato de que a segunda erupção derreteu uma quantidade considerável de gelo que conseguiu esfriar a lava expelida em pequenos fragmentos que foram carregados e fizeram o estrago. O evento foi tão sério que, na segunda-feira desta semana, toda a Europa teve cerca de 70% de todos os seus voos cancelados. Até o pessoal que vai correr a Maratona de Londres no próximo domingo tiveram seus contratempos.

Encontrei também um artigo bem interessante no blog da Scientific American que discute um aspecto diferente do evento, e questiona se os efeitos do aquecimento global podem ou não colaborar para aumentar a frequência de erupções vulcânicas e terremotos. Se você se interessou pelo assunto vale a pena dar uma conferida no texto (em inglês).

Para ter uma idéia do tamanho do problema, coloco logo abaixo o .gif que encontrei aqui (e que por sua vez encontrou a referência acolá), que mostra, penso eu, uma animação da dispersão da nuvem de cinzas.

—————————————————

PS1: Eu escrevi o post inteiro sem digitar uma vez sequer a palavra “Eyjafjallajökull”. Viva o ctrl+c ctrl+v.

PS2: Clique aqui para ver mais fotos bem impressionantes do evento.

PS3: Já pensou em como dar nome a um vulcão? Veja essa ótima tirinha do The Oatmeal.

—————————————————

Imagem da semana: Teste sua imaginação

abril 4, 2010

A imagem desta semana serve para testar a imaginação dos (ainda) leitores do blog, que anda meio desatualizado devido às infinitas atividades nas quais a equipe está envolvida. Pode parecer desculpa esfarrapada, mas às vezes o trabalho é tanto que não encontra-se tempo nem para atualizar o blog ou até mesmo fazer um café.

Bom, a imagem foi retirada do apod de alguns dias atrás. É um exercício bem legal tentar imaginar como as pessoas fizeram associações entre a disposição das estrelas no céu e as figuras ali representadas. Existe algum conjunto de estrelas que você conhece destacado na imagem? Algo que nunca faltou aos astrônomos foi imaginação!

——————————————————

Não posso adiantar muito, mas nessa semana que começa teremos duas grandes comemorações, aguardem…

——————————————————

Imagem da semana: Congestionamento de estrelas

março 25, 2010

(Se você foi ao seu buscador preferido atrás de uma reportagem sobre o movimento das celebridades no carnaval carioca, clique aqui para ir ao endereço correto. Caso você seja um dos milhões de leitores deste blog, prossiga com a leitura.)

A bela imagem mostra as centenas de estrelas do aglomerado aberto NGC290, localizado na Pequena Nuvem de Magalhães. Por ser um aglomerado aberto, ele contém poucas estrelas quando comparado com um aglomerado globular, e a maioria delas é jovem e de cor mais azulada. O fundo repleto de estrelas é um efeito de projeção, ou seja, nem todos os objetos da imagem fazem parte do aglomerado. Elas podem parecer muito próximas umas das outras, mas a chance de colisão é quase zero.

Como já visto aqui no C3, estes locais são excelentes laboratórios para estudos de evolução estelar, já que todas as estrelas nasceram praticamente ao mesmo tempo e evoluem de forma distinta de acordo com a sua massa. Encontrei essa imagem no simpático álbum de fotografias do Hubble. Para uma versão em alta resolução da imagem, clique aqui.

————————————————————————————

Vale lembrar que este é apenas UM aglomerado com POUCAS estrelas, contido em UMA das galáxias do Grupo Local (que possui da ordem de centenas de bilhões de estrelas), que representa uma fração ínfima do número de galáxias do universo… ou seja, são tantas, mas tantas galáxias, aglomerados e estrelas que não é possível achar que a raça humana é tão especial que provavelmente vive sozinha no universo simplesmente porque alguém quis assim. Não, ninguém é tão especial, nem foi criado a partir de um monte de barro e muito menos consegue viver de luz.

————————————————————————————

Imagem da semana: Saturno gordinho

março 18, 2010

Não, você não esqueceu de colocar os óculos nem precisa ajustar os configurações do monitor. A foto acima está mesmo um pouco fora de foco. Agora, porque diabos alguém colocaria uma fotografia horrível como essa de Saturno e seus anéis quando você pode apreciar algo como isto?

Bom, eu só coloquei esta imagem porque ela foi tirada pelo àsno na fotografia que vos escreve. Sim, eu mesmo, com o auxílio da minha câmera digital tabajara (que hoje mais parece um apoio de porta moderno), na época da minha visita ao Observatório Pico dos Dias. Eu confesso que foi a primeira vez que vi Saturno e seus anéis assim “tão de perto”. Fiquei com aquela sensação de “será que alguém colou essa figura no telescópio?” e achei melhor registrar o momento. Por mais que a imagem seja muito ruim quando comparada com a do link acima, garanto que o impacto (pelo menos para mim) foi muito maior. Fiquei tentando imaginar como deve ter sido essa sensação para alguém que apontou seu telescópio rudimentar para esse ponto brilhante no céu sem ter a menor idéia do que iria encontrar.

Bem legal. Também é possível observar, à direita do planeta, uma pequena mancha. Na verdade não é sujeira que caiu na lente, e sim uma das luas de Saturno. (Melhor clicar na foto e ver a versão “um pouco melhor”).