Posts Tagged ‘Música’

Sons do Sol

junho 28, 2010

Astrônomos da Universidade de Sheffield (Reino Unido) realizaram uma gravação do que seriam os harmônicos musicais produzidos pelo campo magnético da fotosfera solar. Dica do blog de Astronomia do astroPt.

Eles perceberam que os arcos magnéticos, que podem ser vistos na superfície solar, comportam-se como cordas vibrantes de um instrumento musical. A partir disso, obtiveram o que seria percebido caso estas cordas vibrantes hipotéticas estivessem aqui, na superfície terrestre. Ou seja, obtiveram as ondas sonoras emitidas por este instrumento hipotético.

Os dois vídeos, acima e abaixo, ilustram o que poderíamos ouvir, caso o espaço interplanetário não fosse puro vácuo, e se comportasse como nossa atmosfera.

O professor Robertus von Fáy-Siebenbürgen, chefe da equipe, argumentou que: “É estranhamente lindo e excitante ouvir estes ruídos pela primeira vez sabendo que são originários de uma fonte tão enorme e potente. Isto é um tipo de música já que tem harmônicos, e estes novos dados nos proverá meios alternativos de conhecer o sol, além de nos dar novas dicas sobre a Física que acontece nas camadas solares mais externas, onde as temperaturas podem alcançar alguns milhões de graus Celsius.”

Curtam o Som!

Eta Carinae, música para os ouvidos

novembro 23, 2009

Eta Carinae contém uma das estrelas com maior massa que se conhece. Na verdade, trata-se de um sistema binário.

Neste sistema, uma estrela com massa em torno de 70 e outra com algo ao redor de 30 massas solares giram uma em torno da outra. Essa dança estelar tem um período de 5.53 anos.

Este período, e por consequência, o fato de que são duas e não uma só estrela foi uma descoberta do professor da USP Augusto Damineli.

A estrela maior é mais fria e tem temperatura superficial da ordem de 15000 K. Já a menor é mais quente e apresenta uma temperatura superficial da ordem de 30000 K. Elas emitem ventos fortes que interagem um com o outro de forma intensa e violenta.

Este sistema ainda intriga os cientistas porque só pode ser inferido de forma indireta já que está envolvido em uma espessa cortina de gás e poeira. Abaixo vemos eta Carinae em uma imagem do Hubble. Na verdade, o que vemos é o que foi expelido há centenas de anos atrás. O par de estrelas encontra-se bem no centro onde os lóbulos se encontram. Os dois lóbulos, que dominam o campo da figura abaixo, estendem-se em algo equivalente a 500 (quinhentos!!) Sistemas Solares.

Para se ter uma ideia, o último soluço de eta Carinae foi em meados de 1850 d.C., e naquele momento ela jogou fora (no meio interestelar) algo em torno de 10 massas solares. Naquele momento, tornou-se o segundo objeto mais brilhante no céu noturno.

Aqui, pode-se “brincar” um pouco através de uma ferramenta de ampliação em uma imagem de alta resolução do Hubble na direção da enorme nebulosa de Carina.

Esta nebulosa expande-se por algo em torno de 300 anos-luz e está distante de nós cerca de 7500 anos-luz. E nesta nebulosa enorme, dentre tantos outros objetos celestes que podem ser visualizados na imagem que comentei, encontra-se eta Carinae.

Comprovando a fama do par de estrelas aqui na Terra, achei algo curioso ao navegar pela internet. Há uma nova banda pernambucana chamada, Eta Carinae. Eles misturam vários ritmos e com um estilo próprio têm criado um excelente material.

No vídeo acima, vocês podem assistir ao clipe da música Ecos. Espero que gostem!

Eta Carinae (imagem do Hubble).

Eta Carinae (imagem do Hubble).