Berçário

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Formação Estelar

Formação Estelar

Quando falamos de vida, ou de seres vivos, automaticamente somos remetidos a imagens daqui, da Terra. De seres que conhecemos, que presenciamos no nosso cotidiano. E até mesmo de nós, seres humanos. Por outro lado, mais recentemente, tem-se dado muito destaque à possibilidade de vida em outros planetas.

Também, quando pensamos em vida em outros planetas, é bastante comum a imagem dos homenzinhos verdes. Entretanto, se for descoberto em algum outro planeta uma “simples” bactéria, ou até mesmo em alguma lua (que às vezes apresentam maiores vantagens ambientais para abrigar vida, como a conhecemos), já seria de uma euforia sem limites.

Na imagem acima, é exibido o que os astrônomos chamam de Região HII. Ou em termos menos técnicos, Região de Hidrogênio ionizado. Nela, podemos ver duas estruturas principais, uma nebulosidade avermelhada, que nada mais é do que o Hidrogênio ionizado, e um amontoado de estrelas.

O gás Hidrogênio nesta imagem está ionizado devido às fortes radiações eletromagnéticas vindas de estrelas de grande massa presentes no aglomerado e que acabaram de se formar. Basicamente, tais estrelas emitem uma luz tão intensa que arranca o elétron do Hidrogênio. O Hidrogênio fica, então, ionizado.

O aglomerado de estrelas até alguns milhões de anos atrás fazia parte do gás que agora o circunda. Em um dado momento, uma parte da nuvem de gás se contraiu e disparou uma formação estelar. Estrelas dos mais variados tamanhos surgiram. As estrelas recém-formadas, principalmente as de maior massa, ionizaram o gás restante e varrem-no com tamanha intensidade que podemos ver o vazio onde está o aglomerado.

Ali, não só estrelas se formaram. Muito provavelmente há planetas ainda em fase de formação. Sistemas planetários onde em algum dia poderá surgir vida. Vida que em um dado momento bem distante poderá ter consciência de sua própria existência, olhar pros céus e procurar entender como eles próprios surgiram…

Um primeiro passo seria estudar onde tudo começa, onde tudo se forma. Uma Região HII.

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11 Respostas to “Berçário”

  1. 17 Anos do Telescópio Espacial Hubble « Café com Ciência Says:

    […] Logo acima, está a imagem comemorativa destes 17 anos de operações do telescópio Hubble. Trata-se de uma grande visão panorâmica da região central da nebulosa de Carina, e cobre uma área de cerca de 150 anos-luz. Nesta imagem encontramos desde estrelas moribundas a aglomerados de jovens estrelas envolta em gás. […]

  2. Censo Demográfico da Via Láctea – Introdução « Café com Ciência Says:

    […] Via Láctea – Introdução By Vinicius Placco Após tratarmos dos mapas da Via Láctea, berçários e tipos de estrelas, além de um par de outras galáxias próximas e muito importantes, chegou a […]

  3. Censo Demográfico da Via Láctea – População I « Café com Ciência Says:

    […] regiões com alta concentração de gás, poeira e altas temperaturas. Essas regiões (por exemplo Regiões HII) localizam-se no disco e braços espirais da […]

  4. Censo Demográfico da Via Láctea – Distribuição das populações estelares pela Galáxia « Café com Ciência Says:

    […] Láctea vista de face. É nos braços espirais onde grande parte da ação ocorre: é lá que as estrelas se formam. São locais quentes e com altas densidades de gás. Também é possível localizar na figura 2 o […]

  5. Vida Fora da Terra « Café com Ciência Says:

    […] e de respostas para nossas perguntas mais elementares. Quando tentamos compreender o mecanismo de formação de estrelas ou do nascimento do Universo, ou quando buscamos planetas orbitando em outras estrelas que […]

  6. Panorama da Via Láctea « Café com Ciência Says:

    […] vermelha mas envolta em nebulosidade – objetos extremamente jovens. Um exemplo dessas regiões de formação estelar é uma estrutura avermelhada logo acima da grande […]

  7. Uma protoestrela « Café com Ciência Says:

    […] Uma das áreas mais instigantes da Astronomia é a que trata da formação de estrelas. […]

  8. Artigo velho é que faz pesquisa boa « Café com Ciência Says:

    […] no meio onde ocorreu a explosão e, por conseguinte, associar as estrelas aos seus possíveis locais de formação. É possível ver que, mesmo com 53 anos de idade, grande parte da Física descrita no texto ainda […]

  9. Imagem da semana: Cartwheel galaxy « Café com Ciência Says:

    […] amarelado no centro e um anel externo repleto de estrelas jovens e onde também ocorre intensa formação estelar. As estruturas que aparentemente ligam o centro ao anel são compostos de material perdido pela […]

  10. Imagem da semana: Congestionamento de estrelas « Café com Ciência Says:

    […] já visto aqui no C3, estes locais são excelentes laboratórios para estudos de evolução estelar, já que todas as estrelas nasceram praticamente ao mesmo tempo e evoluem de forma distinta de […]

  11. Imagem da semana: Três Marias versão tunning « Café com Ciência Says:

    […] o saiote no lugar. Logo à direita das três amigas encontra-se uma região azulada de intensa formação estelar, chamada Nebulosa de Órion. Além disso, essas imensas nuvens de gás e poeira espalhadas pela […]

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