Posts Tagged ‘Galileu Galilei’

Música para Galileu

agosto 10, 2010

Uma ótima dica do blog Associação Viver a Ciência.

A banda que aparece no vídeo acima é Haggard. Trata-se de uma banda alemã de “Classical Medieval Metal” que (segundo a Wikipedia) combina música folk, erudita e death metal.

Esta banda resolveu prestar uma homenagem a Galileu Galilei dedicando a ele um álbum inteiro: Eppur Si Muove (2004). Disco este batizado com a famosa frase atribuída à Galileu e que foi, possivelmente, dita em seu julgamento quando negara suas teorias perante a Santa Inquisição: “Mas tudo se move”.

Para quem gosta deste estilo de música (que não é muito o meu caso), fica a dica e a homenagem.

Galileu e sua culpa no aquecimento climático!

junho 15, 2010
Ainda hoje o julgamento não acabou!

Ainda hoje o julgamento não acabou!

Depois de passados quase 400 anos de sua morte, Galileu ainda remexe em seu túmulo devido a mais uma acusação contra sua pessoa.

Nada mais nada menos que o príncipe de Gales, o príncipe Charles, acusa-o de ser responsável pelo estado doentio em que a Terra se encontra hoje.

Tudo bem que após divulgar o nome do denunciante, muita gente deve ter sentido um certo alívio. Até porque, o quê podemos esperar de alguém que só viaja, joga pólo, dança samba em países exóticos e não sérios? De um lado não poderíamos esperar algo muito profundo e desafiador, por outro lado, ele é uma personalidade conhecida ao redor do globo, e que pode sim formar opinião.

A abobrinha que ele soltou foi em um discurso proferido em Oxford no dia 09 de junho de 2010. No discurso, ele critica o materialismo e o consumismo da sociedade atual (até aí, tudo bem), mas afirma que essa característica da humanidade remonta desde os tempos de Galileu com seu determinismo científico.

Segundo sua alteza, Galileu reduziu a natureza em quantidade e movimento. E só! Diminuindo sua essência. Ele descreve o ponto de vista científico do mundo atual como uma afronta às tradições sagradas. A natureza deixou de ser “She” para ser “it” (em inglês, “ela” usado para mulheres e “ele/ela” usado para coisas e animais).

Na verdade, vejo esse tipo de equívoco em toda parte. Na universidade onde estou atualmente (USP) há uma pixação, que por si só já é lastimável pela violência com que o(a) tal sujeito(a) resolve manifestar sua opinião, em que está escrito algo como: “Abaixo a ciência burguesa que destrói a natureza”, ou alguma outra frase com um raciocínio (se é que há um) bastante similar.

Esses equívocos provam que a ignorância não é um fenômeno da dita base social e nem de caráter puramente nacional, realezas sofrem deste mal.

O problema é culpar o outro. Fulano é o responsável pelo aquecimento. Sicrano, que é burguês (não entendo onde essa ideia entra, mas tudo bem), quer destruir os recursos naturais…

O pichador, ou sua alteza, não percebem que é ao saírem do supermercado cheios de sacolas plásticas que estão ajudando a acabar com o equilíbrio da natureza. Que é o jatinho da alteza, ou o carro do manezão, que polui a atmosfera com gases tóxicos, contribuindo para o aquecimento global. Que é a tinta do spray que utilizou na pixação (que não duvido contenha CFC), e que passou por todo um processo de manufaturação, que ajudou a contaminar o ambiente.

A ciência é uma ferramenta cujos resultados podem ser utilizados para o bem ou para o mal. Interessante que é a mesma ciência tão criticada quem aponta a existência do aquecimento climático. É da ciência que esperamos encontrar as alternativas em energias renováveis, por exemplo, para um melhor usufruto da natureza. São dos resultados científicos, portanto, que devemos melhorar NOSSOS hábitos com relação ao planeta. E daí parar de acusar terceiros que, diga-se de passagem, é bem mais fácil que tomar atitudes.

Culpar os outros é coisa de frouxo (ignorante), e tenho dito!

Ainda é possível acordar o sujeito pra realidade?

Ainda é possível acordar o sujeito pra realidade?

Noites Galileanas

outubro 22, 2009

Dentro das comemorações do Ano Internacional da Astronomia (e também parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia), acontecerá, entre 22 e 24 de outubro, um evento chamado Noites Galileanas. É mais uma homenagem às grandes descobertas de Galileu Galilei. Durante esses três dias serão feitas observações dos mesmos objetos vistos  por Galilei pela primeira vez em 1609, tais como: as luas de Júpiter, as Plêiades, a Lua e a Nebulosa de Órion.

ngalileu

O Departamento de Astronomia do IAG/USP preparou atividades para hoje (22/10) e amanhã (23/10). Serão colocados, à partir das 19h00, alguns telescópios em uma área com pouca luz no estacionamento do Instituto (mapa de localização), para que todos tenham a oportunidade de contemplar alguns objetos astronômicos (se a poluição de São Paulo deixar). Para quem é de outros estados, pode procurar alguma atividade relacionada no site oficial do evento.

Bom, o convite está feito. E quem quiser também pode passar no QG do Café com Ciência para um cafézinho…

Galileu e a descoberta de Netuno

julho 13, 2009
Planeta Netuno pode ter sido descoberto por Galileu Galilei.

Planeta Netuno pode ter sido descoberto por Galileu Galilei.

David Jamieson, físico da Universidade de Melbourne, afirma que Galileu Galilei é o verdadeiro autor da descoberta do planeta Netuno.

Já é sabido que Galileu Galilei observou o que conhecemos por Netuno no fim de 1612, mas que achou que se tratava de uma simples estrela, e portanto, o planeta passou-lhe despercebido.

Jamieson andou estudando as anotações de Galileu e afirma que descobriu provas substanciais da descoberta de Netuno por parte de Galileu. Para Jamieson, Galileu não deixou esta oportunidade escapar e, sim, deu-se conta de que na verdade aquela estrela movia-se como um planeta. Isto ainda em 1613!

Galileu, que era um defensor do sistema heliocêntrico de Copérnico, sempre fazia esboços de suas observações. Interessante que em um de seus rascunhos há um dado ponto próximo de Júpiter, seu foco principal de investigação. Esse ponto não está em nenhum catálogo estelar moderno (porque se move!) e isso levou a suspeitas sobre sua existência. Por meio de simulações computacionais, foi possível analisar onde estava Netuno no momento em que Galileu fizera suas observações, e que foram retratadas em seus esboços. Os resultados indicaram que o ponto em questão era mesmo Netuno.

“Na noite de 28 de janeiro de 1613, Galileu escreveu em seus rascunhos que uma estrela (que agora sabemos que se trata de Netuno) moveu-se com relação a uma outra estrela em sua vizinhança”, afirmou Jamieson à space.com. Ou seja, a mobilidade foi percebida sim!

Aparentemente, Galileu não fez divulgar seus estudos. Mais do que isso, devido às limitações nos conhecimentos astronômicos da época, afirmar a descoberta de um novo planeta (que mal se sabia o que eram, além de objetos luminosos no céu e com movimentos errantes) seria esperar demais.

Mas Jamieson vai além e afirma que há rascunhos, anteriores ao de 28 de janeiro de 1613, com indicações de que Galileu voltou a eles numa aparente tentativa de rever as posições anteriores do ponto observado em 28 de janeiro, em uma tentativa de achar onde estaria o, recém-descoberto, corpo movente em noites anteriores. Segundo Jamieson, um forte indicativo de que Galileu suspeitava de que se tratava de um novo corpo que girava em torno do Sol, como os demais planetas até então conhecidos.

O que a história tradicional nos ensina é que a autoria da previsão da existência de Netuno ainda é motivo de debates. Antes mesmo de uma prova matemática de sua existência, Alexis Bouvard, em 1821, supôs que deveria haver um outro planeta além de Urano ao constatar desvios não-previstos na órbita deste. Acabou abandonando a ideia após descrédito por parte da comunidade científica.

Matematicamente, Netuno foi previsto em 1843 por John Couch Adams que realizou cálculos para explicar os desvios encontrados nos dados de Urano associando tais desvios à influência de um outro planeta. E, entre 1845 e 1846, Urbain Le Verrier, de forma independente de Adams, também realizou cálculos que o levaram a prever um oitavo planeta.

Com bases matemáticas para sua existência, a caça ao oitavo planeta foi aberta e Netuno foi descoberto, e posteriormente notificado, em 23 de setembro 1846 por Johann Gottfried Galle.

Cada ano que passa, Galileu ainda nos surpreende. Se a veracidade desta história se confirmar, ela implicará que Galileu observou Netuno antes mesmo da descoberta de Urano (1781).