Archive for agosto \31\UTC 2010

Mais um Doutor!

agosto 31, 2010
Dr Placco

Dr Placco

É com grande satisfação que o Café com Ciência anuncia o mais fresco novo doutor do IAG, e deste blog: Dr Vinícius Moris Placco!

Uma salva de palmas para ele!

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Programa Especial da TV Brasil e a Astronomia

agosto 25, 2010

Este vídeo passou no Programa Especial da TV Brasil no dia 13 de agosto deste ano.

O Programa Especial é uma iniciativa ímpar da TV Pública nacional. Ele trata de temas relacionados a pessoas portadoras de necessidades especiais e de sua inclusão na sociedade, abordando os mais variados assuntos como mercado de trabalho, lazer, novos tratamentos, esporte, saúde, entre outros, tratados de forma inclusiva e descontraída.

Segundo o site do programa: “O Programa Especial mostra que as pessoas com deficiência são capazes e atuantes na sociedade e é voltado para todo cidadão que acredita ser não apenas possível, mas também imprescindível vivermos em um mundo que valoriza a diversidade”.

Dada a dica, não deixe de acompanhar o Programa Especial todas as sextas-feiras às 19:30.

Nesta reportagem em particular, durante o último dia dos pais, este ano celebrado no dia 08 de agosto, o engenheiro Paulo Sérgio resolveu presentear seu filho, Pedro, com uma visita ao Planetário da cidade do Rio de Janeiro.

Pedro, que é portador de autismo, é apaixonado pela astronomia. Paixão esta compartilhada pelo pai do garoto.

É emocionante ver a interação do pai com o filho, ver a paixão dos dois pela Astronomia. Fico extremamente feliz por saber que esta bela ciência, a Astronomia, possa ter uma utilidade tão social, de inclusão e de maravilhamento.

Parabéns ao Paulo Sérgio e a seu filho Pedro. Espero que continuem a olhar para os céus!

E pur si muove!

agosto 23, 2010

Excelente vídeo de Tony Rowell. Para quem gosta destas belas imagens e belos vídeos, há mais deles no vimeo.

O que vemos neste vídeo acima é um conjunto de antenas para observações na faixa do sub-milimétrico. Este movimento das antenas ocorre quando se acompanha um alvo de estudo ao longo da noite, ou quando se muda de um alvo para outro. E, enquanto as observações vão sendo feitas ao longo da noite, a Via Láctea desliza sobre os observadores.

Este conjunto, em particular, é denominado CARMA. CARMA é uma sigla para Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy (em uma tradução livre do inglês: Conjunto Combinado para Pesquisa Astronômica em ondas Milimétricas).

O conjunto de antenas CARMA, consiste de seis antenas de 10,4 metros, nove de 6,1 metros e oito de 3,5 metros que são utilizadas para o estudo do universo em comprimentos de onda milimétricos.

A ciência que se pode conduzir com o conjunto de antenas CARMA é centrada em torno do estudo do universo frio através do imageamento da emissão em rádio de moléculas, poeira interestelar e emissões do universo primordial. As principais áreas de estudo incluem: a formação, evolução e a dinâmica de galáxias; a formação de estrelas e de sistemas planetários em torno de outras estrelas; a composição das atmosferas planetárias, de cometas e de outros corpos menores de nosso Sistema Solar; além da evolução de aglomerado de galáxias e do Universo.

A Física enquanto uma nova visão de mundo

agosto 17, 2010

Ao longo do curso da licenciatura em Física, nós, alunos, somos estimulados a fazer algumas leituras e escrever curtas resenhas sobre assuntos que, ao menos ao meu ver, são muito interessantes. Em uma das disciplinas desse curso, tive contato com um trabalho que me chamou a atenção por tratar da importância da Física fazer parte do currículo escolar.

Maurício Pietrocola publicou o artigo “Construção e Realidade: modelizando o mundo através da Física”, presente no livro “Linguagem e Estruturação do Pensamento na Ciência e no Ensino de Ciências” (publicação viabilizada pelo Núcleo de Pesquisa em Inovação Curricular, órgão vinculado à Fapesp), do qual Pietrocola foi organizador. Nessa publicação, dedicada à problematização da extensão da linguagem no pensamento científico, o autor faz uma reflexão acerca da Física e de sua importância enquanto uma forma inovadora de se representar o mundo.

A busca por uma justificativa para a institucionalização da Física no currículo escolar é capaz de resultar em uma longa lista de motivações, das mais práticas – como fornecer condições para o indivíduo se estabelecer no mercado de trabalho e assim enriquecer – até as mais românticas – como instigar o prazer pelo conhecimento em si, sem respaldo no pragmatismo exacerbado que contagia nosso espírito de época, principalmente no mundo ocidental. Todavia, tal reflexão aparentemente não surte resultados práticos: qualquer que seja a justificativa para o ensino de Física nas escolas, sua prática parece estar cada vez mais distante dos supostos objetivos da Escola brasileira.

No texto, Pietrocola mostra como o conhecimento abarcado pela Física enquanto ciência e o conhecimento que faz parte do cotidiano, apesar de constituírem realidades construídas paralelamente, podem se encontrar em um horizonte no qual as pessoas constroem o que ele diz ser seu “sentimento de realidade”, ou seja, uma forma subjetiva de se criar uma representação coerente do universo de experiências em que cada indivíduo se insere.

Por ser o conhecimento científico algo que atinge práticas sociais restritas a grupos específicos – não é comum, salvo raras exceções, dialogar em termos científicos com a família ou com os amigos em momentos descontraídos – a escola, a partir de seu currículo, desempenha papel fundamental de viabilizar a todos uma nova visão de mundo a partir da realidade Física.

É da aproximação entre realidade Física e realidade no sentido cotidiano que o autor enxerga a Física como uma espécie de estratégia para se atingir representações alternativas ao “senso comum” sobre o mundo natural, apontando, portanto, ao menos uma utilidade à presença dessa ciência no currículo escolar. Segundo Pietrocola, “é necessário mostrar na escola as possibilidades oferecidas pela Física e pela ciência em geral, enquanto formas de construção de realidades sobre o mundo que nos cerca”.

O artigo é um ótimo ponto de partida a quem busca subsídios para se engajar ao ensino de Física, principalmente por não se propor a entender o ensino sob um olhar cientificista, colocando o pensamento científico em pé de igualdade com outras modelizações de mundo.

O artigo completo pode ser encontrado neste link (e devo agradecer ao Marcellus por tê-lo encontrado).

Música para Galileu

agosto 10, 2010

Uma ótima dica do blog Associação Viver a Ciência.

A banda que aparece no vídeo acima é Haggard. Trata-se de uma banda alemã de “Classical Medieval Metal” que (segundo a Wikipedia) combina música folk, erudita e death metal.

Esta banda resolveu prestar uma homenagem a Galileu Galilei dedicando a ele um álbum inteiro: Eppur Si Muove (2004). Disco este batizado com a famosa frase atribuída à Galileu e que foi, possivelmente, dita em seu julgamento quando negara suas teorias perante a Santa Inquisição: “Mas tudo se move”.

Para quem gosta deste estilo de música (que não é muito o meu caso), fica a dica e a homenagem.