476 d.C.

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476 anos depois de Cristo. Esta data mudou, refez, o rumo da história. Nesta data caía o poderoso Império Romano do Ocidente. Ali terminava a Idade Antiga.

A Idade Antiga teve início com a invenção da escrita (os registros mais antigos com alguma forma de escrita são atribuídos aos fenícios e data de algo em torno de 4000 a.C.).

Esta invenção foi um grande passo tecnológico para a humanidade, uma importante ferramenta para a posteridade. Por meio dela pode-se passar a gerações futuras algo palpável. Uma transmissão de conhecimento que vai além da “simples” cultura verbal. Foi um passo tão incrível que a História começa a partir daí, antes disso era pré-história.

No campo puramente científico, o maior destaque na Antiguidade fica para os gregos. Dentre infindáveis intelectuais, Eratóstenes mediu o raio da Terra, determinando, portanto, que a Terra é esférica. Isso em meados de 200 anos antes de Cristo. Também surgiram Pitágoras com, dentre inúmeras outras coisas, seu famoso teorema do triângulo retângulo (a2 = b2 + c2), Arquimedes para determinar se a coroa do rei de Siracusa, Hierão, era de ouro puro ou não desenvolveu os alicerces da Hidrostática, e Euclides (360 a.C. — 295 a.C.) com sua geometria dos espaços planos, que só foi generalizada para espaços-curvos por volta de 1800 (depois de Cristo) por Johann Carl Friedrich Gauss. Notem o intervalo, passaram-se cerca de 2000 anos para que uma teoria matemática criada na antiguidade fosse generalizada. Convém destacar que os espaços euclidianos ainda são válidos, eles não foram descartados por Gauss e sim generalizados.

Chamei a atenção para alguns gênios gregos, principalmente os voltados para as ciências exatas, mas a contribuição dos gregos vai do teatro à música, passando pela filosofia (que eles criaram). Os gregos foram os primeiros que pararam para levar a sério a arte de pensar, a arte de tentar entender a natureza das coisas. Questões filosóficas eram constantemente abordadas entre os intelectuais da época. A partir deles deixamos de ser puramente caçadores, guerreiros e brutos para pensar na nossa existência e no destino do Universo. A curiosidade humana desperta finalmente com eles.

Outros povos, em particular os romanos, mesclaram (às vezes copiavam) a cultura grega à sua, ajudando a propagá-la. Os romanos dominaram praticamente toda a Europa por vários séculos até 476 d.C..

Com a queda do império romano, a Europa, que estava unificada sob o julgo de Roma, ficou despedaçada. Feudos surgiram no lugar de grandes impérios. Retalhos de sociedades abriram espaços para um período de poucos avanços. 476 d.C. marca o fim de uma era de ouro na Europa para a entrada em uma época chamada por muitos de Idade das Trevas.

Só em 1453 d.C., o homem volta a ter a liberdade para pensar, até lá, os maiores avanços da humanidade são atribuídos aos orientais, árabes principalmente.

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2 Respostas to “476 d.C.”

  1. 1789 d.C. – A queda da Bastilha « Café com Ciência Says:

    […] datas importantes que ajudaram a refazer a história da civilização ocidental (476 d.C. – Queda do Império Romano do Ocidente e 1453 d.C. – Tomada de Constantinopla), terminarei esta série com a Queda da Bastilha […]

  2. gui Says:

    nao achei oque eu queria [red]!!!!!!!!!

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