IAUS 265 – Chemical Abundances in the Universe: Connecting First Stars to Planet

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Aconteceu, entre 10 e 14 de agosto, o Simpósio 265 da União Astronômica Internacional (dentro da Assembléia Geral), dedicado exclusivamente às abundâncias químicas no Universo. Foi um apanhado geral do status das pesquisas voltadas ao estudo da composição química de estrelas, tanto na Galáxia quanto fora dela. Além disso, ocorreu dentro deste simpósio uma seção dedicada à Planetas Extrasolares, onde foram apresentados os vínculos entre abundâncias de metais em estrelas e a possível ocorrência de vida.

O evento foi muito bem organizado, e a sequência das apresentações foi pertinente. A semana teve início com uma plenária proferida por S. Woosley, que deu um panorama geral do status das pesquisas nesse tema, desde o cálculo em laboratório de parâmetros atômicos, passando pelas abundâncias em estrelas e galáxias, até chegar aos corpos que orbitam estrelas.

O programa seguiu a seguinte ordem (entre 10-15 palestras com 15-30 minutos a cada dia):

  • Nucleosíntese primordial e as primeiras estrelas no Universo;
  • Primeiras estrelas na Galáxia;
  • Aglomerados estelares: blocos formadores no tempo e espaço;
  • Abundâncias químicas no Universo em altos-redshifts;
  • Vínculos em abundâncias químicas e formação estelar na Galáxia e no Grupo Local;
  • Planetas Extrasolares: a conexão com abundâncias químicas;
  • Surveys dedicados à abundâncias e projetos na era dos grandes telescópios.

O assunto que mais me interessou foi (de longe) o último tópico, sobre projetos de mapeamento do céu e determinação de abundâncias químicas para o maior número possível de objetos. Alguns projetos, como o survey LSST (início das operações previsto para 2015), vão mapear várias vezes o céu em profundidades nunca antes alcançadas por telescópios na Terra. Serão terabytes de dados a cada noite, onde serão feitas análises tanto químicas quanto dinâmicas. Isso é de especial importância para o pessoal que já faz modelos quimio-dinâmicos de evolução galática. Eles terão milhões e milhões de dados observacionais para testar seus modelos.

E, novamente, foi levantado o ponto: será que quando essa avalanche de dados for coletada, nós teremos mão de obra e tecnologia suficientes para retirar o máximo de informação desta fonte em tempo hábil? Todos os aspectos e impactos devem ser pensados com muita calma. Lembrando da frase: “Se você falha no planejamento, você está planejando falhar”. Mas eu senti tanta confiança nas pessoas ao apresentarem seus planos de ação que tenho certeza que a próxima década será mais extraordinária do que esta, e nosso entendimento sobre as estruturas do Universo será aumentado consideravelmente.

Depois de tantos assuntos interessantes, o simpósio terminou com uma palestra de revisão feita por V.  Smith, que conseguiu captar (com pitadas de humor) os principais pontos levantados durante a semana. Resumindo: muito trabalho pela frente!

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