Imagem da semana: Uma questão de escala

setembro 17, 2010 by

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Obs 1: Mais uma dica do Fabiô.

Obs 2: Muitas imagens e posts legais no blog do Marcellus.

Obs 3: A figura não precisa de muita explicação certo?

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Imagem da semana: Landessternwarte Königstuhl

setembro 8, 2010 by

Depois de muito tempo sem escrever nada (culpa de um pequeno trabalho que eu precisava terminar), tentarei voltar a ativa no blog. Deixo meus sinceros agradecimentos ao Moisés e ao Zé Colméia por manterem o blog vivo durante este período. Dada a extrema fadiga dos meus dedos depois de tanto digitar nos últimos meses, vou pegar leve e colocar umas imagens interessantes.

Apresento-lhes o Observatório da Universidade de Heidelberg, localizado na cidade Heidelberg, Alemanha. Ele foi fundado em 1898 pelo duque Friedrich I. de Baden e, desde 2005, abriga pesquisadores associados ao centro de astronomia da referida Universidade. As pesquisas realizadas por este pessoal vão desde arqueologia estelar até astrofísica de altas energia.

O Observatório é composto de sete cúpulas, e cada telescópio é utilizado para uma função específica (clique aqui para saber mais sobre os telescópios). Para se ter uma idéia da importância do local, entre 1912 e 1957, Karl Wilhelm Reinmuth identificou quase 400 asteróides a partir deste observatório! Os telescópios ainda estão em operação, mas como já havia dito anteriormente, locais com altitudes médias e alta umidade não são os melhores para se fazer pesquisa de ponta, mas com certeza contribuem com a pesquisa em astronomia.

Além disso, o local é muito agradável, silencioso e limpo. O trabalho rende que é uma maravilha! O Observatório fica localizado ao lado de um dos Institutos Max Planck e próximo ao Königstuhl (algo como Trono do Rei), de onde é possível apreciar a vista da cidade de Heidelberg e do rio Neckar.

É realmente um lugar muito bom para se morar e fazer pesquisa. Provavelmente se o “fotógrafo” que vos fala fosse mais talentoso as imagens seriam mais convincentes!

Mais um Doutor!

agosto 31, 2010 by
Dr Placco

Dr Placco

É com grande satisfação que o Café com Ciência anuncia o mais fresco novo doutor do IAG, e deste blog: Dr Vinícius Moris Placco!

Uma salva de palmas para ele!

Programa Especial da TV Brasil e a Astronomia

agosto 25, 2010 by

Este vídeo passou no Programa Especial da TV Brasil no dia 13 de agosto deste ano.

O Programa Especial é uma iniciativa ímpar da TV Pública nacional. Ele trata de temas relacionados a pessoas portadoras de necessidades especiais e de sua inclusão na sociedade, abordando os mais variados assuntos como mercado de trabalho, lazer, novos tratamentos, esporte, saúde, entre outros, tratados de forma inclusiva e descontraída.

Segundo o site do programa: “O Programa Especial mostra que as pessoas com deficiência são capazes e atuantes na sociedade e é voltado para todo cidadão que acredita ser não apenas possível, mas também imprescindível vivermos em um mundo que valoriza a diversidade”.

Dada a dica, não deixe de acompanhar o Programa Especial todas as sextas-feiras às 19:30.

Nesta reportagem em particular, durante o último dia dos pais, este ano celebrado no dia 08 de agosto, o engenheiro Paulo Sérgio resolveu presentear seu filho, Pedro, com uma visita ao Planetário da cidade do Rio de Janeiro.

Pedro, que é portador de autismo, é apaixonado pela astronomia. Paixão esta compartilhada pelo pai do garoto.

É emocionante ver a interação do pai com o filho, ver a paixão dos dois pela Astronomia. Fico extremamente feliz por saber que esta bela ciência, a Astronomia, possa ter uma utilidade tão social, de inclusão e de maravilhamento.

Parabéns ao Paulo Sérgio e a seu filho Pedro. Espero que continuem a olhar para os céus!

E pur si muove!

agosto 23, 2010 by

Excelente vídeo de Tony Rowell. Para quem gosta destas belas imagens e belos vídeos, há mais deles no vimeo.

O que vemos neste vídeo acima é um conjunto de antenas para observações na faixa do sub-milimétrico. Este movimento das antenas ocorre quando se acompanha um alvo de estudo ao longo da noite, ou quando se muda de um alvo para outro. E, enquanto as observações vão sendo feitas ao longo da noite, a Via Láctea desliza sobre os observadores.

Este conjunto, em particular, é denominado CARMA. CARMA é uma sigla para Combined Array for Research in Millimeter-wave Astronomy (em uma tradução livre do inglês: Conjunto Combinado para Pesquisa Astronômica em ondas Milimétricas).

O conjunto de antenas CARMA, consiste de seis antenas de 10,4 metros, nove de 6,1 metros e oito de 3,5 metros que são utilizadas para o estudo do universo em comprimentos de onda milimétricos.

A ciência que se pode conduzir com o conjunto de antenas CARMA é centrada em torno do estudo do universo frio através do imageamento da emissão em rádio de moléculas, poeira interestelar e emissões do universo primordial. As principais áreas de estudo incluem: a formação, evolução e a dinâmica de galáxias; a formação de estrelas e de sistemas planetários em torno de outras estrelas; a composição das atmosferas planetárias, de cometas e de outros corpos menores de nosso Sistema Solar; além da evolução de aglomerado de galáxias e do Universo.

A Física enquanto uma nova visão de mundo

agosto 17, 2010 by

Ao longo do curso da licenciatura em Física, nós, alunos, somos estimulados a fazer algumas leituras e escrever curtas resenhas sobre assuntos que, ao menos ao meu ver, são muito interessantes. Em uma das disciplinas desse curso, tive contato com um trabalho que me chamou a atenção por tratar da importância da Física fazer parte do currículo escolar.

Maurício Pietrocola publicou o artigo “Construção e Realidade: modelizando o mundo através da Física”, presente no livro “Linguagem e Estruturação do Pensamento na Ciência e no Ensino de Ciências” (publicação viabilizada pelo Núcleo de Pesquisa em Inovação Curricular, órgão vinculado à Fapesp), do qual Pietrocola foi organizador. Nessa publicação, dedicada à problematização da extensão da linguagem no pensamento científico, o autor faz uma reflexão acerca da Física e de sua importância enquanto uma forma inovadora de se representar o mundo.

A busca por uma justificativa para a institucionalização da Física no currículo escolar é capaz de resultar em uma longa lista de motivações, das mais práticas – como fornecer condições para o indivíduo se estabelecer no mercado de trabalho e assim enriquecer – até as mais românticas – como instigar o prazer pelo conhecimento em si, sem respaldo no pragmatismo exacerbado que contagia nosso espírito de época, principalmente no mundo ocidental. Todavia, tal reflexão aparentemente não surte resultados práticos: qualquer que seja a justificativa para o ensino de Física nas escolas, sua prática parece estar cada vez mais distante dos supostos objetivos da Escola brasileira.

No texto, Pietrocola mostra como o conhecimento abarcado pela Física enquanto ciência e o conhecimento que faz parte do cotidiano, apesar de constituírem realidades construídas paralelamente, podem se encontrar em um horizonte no qual as pessoas constroem o que ele diz ser seu “sentimento de realidade”, ou seja, uma forma subjetiva de se criar uma representação coerente do universo de experiências em que cada indivíduo se insere.

Por ser o conhecimento científico algo que atinge práticas sociais restritas a grupos específicos – não é comum, salvo raras exceções, dialogar em termos científicos com a família ou com os amigos em momentos descontraídos – a escola, a partir de seu currículo, desempenha papel fundamental de viabilizar a todos uma nova visão de mundo a partir da realidade Física.

É da aproximação entre realidade Física e realidade no sentido cotidiano que o autor enxerga a Física como uma espécie de estratégia para se atingir representações alternativas ao “senso comum” sobre o mundo natural, apontando, portanto, ao menos uma utilidade à presença dessa ciência no currículo escolar. Segundo Pietrocola, “é necessário mostrar na escola as possibilidades oferecidas pela Física e pela ciência em geral, enquanto formas de construção de realidades sobre o mundo que nos cerca”.

O artigo é um ótimo ponto de partida a quem busca subsídios para se engajar ao ensino de Física, principalmente por não se propor a entender o ensino sob um olhar cientificista, colocando o pensamento científico em pé de igualdade com outras modelizações de mundo.

O artigo completo pode ser encontrado neste link (e devo agradecer ao Marcellus por tê-lo encontrado).

Música para Galileu

agosto 10, 2010 by

Uma ótima dica do blog Associação Viver a Ciência.

A banda que aparece no vídeo acima é Haggard. Trata-se de uma banda alemã de “Classical Medieval Metal” que (segundo a Wikipedia) combina música folk, erudita e death metal.

Esta banda resolveu prestar uma homenagem a Galileu Galilei dedicando a ele um álbum inteiro: Eppur Si Muove (2004). Disco este batizado com a famosa frase atribuída à Galileu e que foi, possivelmente, dita em seu julgamento quando negara suas teorias perante a Santa Inquisição: “Mas tudo se move”.

Para quem gosta deste estilo de música (que não é muito o meu caso), fica a dica e a homenagem.

A História das Religiões

julho 27, 2010 by
A expansão das religiões

A expansão das religiões

Ao clicar na figura acima, o leitor poderá visualizar um mapa animado que sintetiza o surgimento e a expansão das religiões com os maiores números de fiéis.

Esta animação é uma de tantas que podem ser encontradas no sítio: Maps of War, do inglês: Mapas de Guerra.

Como poderão perceber, o forte das animações é a história militar. Também, é difícil retratar a história das civilizações, incluindo aí as religiões, países e culturas de forma geral, sem a presença das guerras. Infelizmente, entender o passado do homem é, quase que, estudar as guerras.

Mas, há outras animações além de guerras. Além da animação acima sobre as religiões, abaixo coloco uma que exibe a propagação da democracia ao redor do globo.

Recomendo fortemente, portanto, uma visita ao sítio Maps of War. E divirtam-se com a história!

Democracia ao redor do planeta

Democracia ao redor do planeta

A Astronomia Brasileira e o LNA

julho 22, 2010 by

Laboratório Nacional de Astrofísica de marcelo b no Vimeo.

Logo acima, está um excelente vídeo sobre a participação do LNA no desenvolvimento e gerenciamento da Astronomia brasileira. O LNA é o responsável pelo OPD e pela participação brasileira em telescópios de grande porte no Chile e Havaí.

Sinto falta de vídeos desse nível sobre a ciência nacional. Os idealizadores/realizadores estão de parabéns!

Quer ser um astrônomo mirim?

julho 13, 2010 by

Tela de abertura do programa

Já parou para pensar em qual a origem dos elementos químicos? De onde saíram todos os átomos que constituem a estrutura da matéria e o que os faz diferentes uns dos outros?

Pode parecer muito distante da realidade com a qual lidamos em nosso dia-a-dia, mas todos os elementos químicos têm principalmente duas origens: ou vieram das estrelas ou nasceram pouco tempo após o Big Bang, evento que deve ter dado origem ao universo em que habitamos.

Não só aqui na Terra podemos encontrar os elementos químicos resultantes desses dois processos: eles estão espalhados por todo o universo, tanto em outros planetas como também nas estrelas e no meio interestelar. E um dos fatores que fazem com que cada estrela seja diferente das outras é justamente sua composição química, ou a quantidade de átomos de cada espécie que faz parte dessa estrela.

Isso pode parecer impressionante, mas não acaba aí! Muito do que se conhece do universo atualmente se deve ao sucesso dos astrônomos em  desvendar a composição química das estrelas e de outros objetos astronômicos. Ter acesso às informações de personagens que estão a distâncias de nosso planeta muitas vezes inconcebíveis é consequência de teorias capazes de descrever como a luz interage com a matéria.

Sabe-se que a luz pode ser decomposta em cores – o arco-íris é explicado por esse fenômeno. Ao se separar a luz que vem das estrelas em cores, é possível descobrir quais são os elementos químicos que constituem a matéria com a qual essa luz interagiu antes de chegar aos nossos olhos ou aos detectores dos telescópios.

Em resumo, a luz emitida pelas estrelas transporta informações sobre seus elementos elementos químicos.

Diante de todas essas informações, um grupo de educadores e astrônomos construiu um software que simula o trabalho do pesquisador dedicado a descobrir a composição química das estrelas. No programa “Astrônomo mirim”, produzido em Java, o usuário tem a oportunidade de trabalhar como auxiliar do astrônomo Henrique Charles Morize, um antigo diretor do Observatório Nacional (uma das instituições mais antigas existentes hoje no Brasil, fundada pelo Imperador D. Pedro I em 1827) em São Cristóvão, Rio de Janeiro. O trabalho se resume a identificar elementos químicos das estrelas da bandeira nacional pela comparação entre espectros (nome dado à luz decomposta em cores) de elementos químicos conhecidos.

O programa é destinado a alunos do 2º e 3º ano do ensino médio e pode ser baixado a partir do banco de objetos educacionais do MEC. Apesar de alguns pequenos problemas (como erros de digitação, por exemplo) que espero sejam corrigidos pela equipe responsável, é uma ferramenta muito interessante aos professores para introduzir conceitos de Astronomia nas aulas de Física.