Pesquisa Pós-Graduação – Resultados (parte 1)

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Para aqueles que notaram alguma lentidão nos serviços do google nos últimos dias, peço desculpas.  Foram tantos acessos ao formulário que os servidores do referido sítio ficaram sobrecarregados. E não é para menos: dos 21 bilhões de leitores do blog, uma fração considerável de 0,0000001% preencheu o formulário. Fazendo a famigerada regra de três temos que o conjunto universo contem um embasbacante número:  21 milhões de pessoas. Achei melhor dividir os resultados em 2 posts, para não ficar muito mais chato de ler.

(De fato, uma pesquisa enviesada como esta não pode dizer muita coisa sobre a pós-graduação em geral. É quase a mesma coisa que dizer que o resultado de  uma pesquisa eleitoral feita dentro da Daslu às 14h de uma terça-feira representa a opinião de todo o município de São Paulo – se bem que existem pessoas – e institutos de pesquisa! – que acham que isso é verdade… MAS… vamos aos resultados.)

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Área:

  • Exatas: 76%
  • Biológicas/Saúde: 14%
  • Humanas: 10%

Será que o blog precisa de um apelo mais “humano”? (péssima piada)

Tipo de Instituição:

  • Pública: 90%
  • Privada: 10%

Nesse ponto não existe nenhuma anormalidade (eu acho). Nos 10% em instituições privadas (2 pessoas) 1 é da área de bio e outra de exatas.

Conceito

  • CAPES:
  1. 7: 62%
  2. 6: 14%
  3. 5: 10%
  4. 4: 0%
  5. 3: 5%
  • Pessoal:
  1. 7: 10%
  2. 6: 24%
  3. 5: 48%
  4. 4: 10%
  5. 3: 10%

Aqui é interessante ressaltar o deslocamento do conceito atribuído pela CAPES e do atribuído pelos alunos. “Aparentemente” o conceito não reflete a opinião dos alunos (hahaha). 62% dos programas tem nota 7 segundo a CAPES, e apenas 10% dos alunos deram nota 7. Outro ponto é  que o conceito pessoal dos alunos das instituições privadas foram consistentes com os da CAPES. Já para as públicas, a maioria não concorda (todos mais baixos, é claro).

Na minha opinião, algumas vezes o programa se preocupa muito em manter o conceito CAPES (que, dependendo da nota, está atrelado a maiores auxílios para equipamento, participação em reuniões no exterior…) e deixa a peteca cair em outros aspectos. Muitas vezes o conceito A que o aluno recebe na disciplina não reflete necessariamente a qualidade do curso, e sim um interesse em colocar que “a maioria dos alunos tiveram conceito A – olha como nosso programa é bom!” no relatório da CAPES.

Mestrado:

A maioria (72%) com bolsa, sendo que as bolsas estão quase igualmente distribuídas entre FAP’s, CNPq e CAPES (90% destas recebidas durante 24 meses). Já para o tempo de titulação, 60% terminaram em até 24 meses, 30% em até 30 meses (todos da área de exatas) e 5% em até 36 meses. Os 5% restantes (1 pessoa) fez em mais de 36 meses (sem bolsa por todo o período). Não existe nenhuma tendência do tempo de titulação com a agência financiadora. Existe uma discussão (pelo menos aqui no IAG) sobre essa pressão de terminar um mestrado em 24 meses custe o que custar. Isso as vezes prejudica o aluno, que tem exame de proficiência, disciplinas, atividades de monitoria e relatórios semestrais para entregar. Mas, novamente entra um pouco aquela pressão de manter a vitrine do programa sempre bem apresentada.

Doutorado:

No caso do doutorado a situação muda um pouco: as FAP’s representam quase 80% das bolsas concedidas, deixando os outros ~20% para o CNPq. Nesse caso, as duas bolsas possuem reserva técnica, mas eu poderia ter perguntado como o pessoal dos programas sem PROEX e PROAP (em poucas palavras: dinheiro para participação de estudantes em congressos e etc.) se vira para pagar viagens para congressos e estágios quando a reserva acaba. Ainda na questão das bolsas, 30% fizeram o doutorado sem auxílio, 20% com 36 meses de bolsa (todos de FAP’s) e 50% com 48 meses de bolsa.

Do pessoal que recebeu 36 meses, metade terminou de fato em 36 meses e a outra metade em 48 meses. Isso é um problema, porque essas pessoas, além da pressão (do programa, do orientador…) de terminar logo a tese, ainda tem que se virar durante 1 ano para pagar as contas sem bolsa. Para o pessoal que recebeu 48 meses, 80% terminou a tese junto com a bolsa, e 20% ficaram até 60 meses.

Doutorado Direto:

Infelizmente nessa parte não tem muito para escrever, já que só 2 pessoas responderam: uma delas recebeu bolsa do CNPq por 60 meses e terminou a tese no mesmo período e outra fez em 48 meses sem bolsa.

Comentários/Sugestões:

Sem dúvida a parte mais estimulante da pesquisa. Dois comentários foram feitos:

  • “Instituição de mestrado: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.”
  • “Pudim, vc é gay.”

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Na parte 2 dos resultados eu comento sobre as auto avaliações, avaliações dos orientadores e preparação pedagógica. Obrigado aos que responderam!

Antes de terminar gostaria de compartilhar uma dúvida com essa questão de precisar de mais tempo para terminar a pós-graduação sem receber bolsa. Qual será o principal fator que influencia na extensão do prazo? Falta de interação com o orientador? Procrastinação em excesso? Projeto de pesquisa mal dimensionado? Muitas atividades (exigidas pelo programa) além da tese? Bom, pelo menos aqui no IAG o exame de qualificação toma muito tempo. Será que essa pressão para terminar um doutorado entre 36 e 48 meses gera trabalhos de qualidade? Comentários são muito bem-vindos!

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Uma resposta to “Pesquisa Pós-Graduação – Resultados (parte 1)”

  1. valdomiro souza santos Says:

    A minha opiniaõ que se é ilegal e justo que se cumpra a lei, que para fazer a pos-graduação tem que primeiro cumprir os requisito da lei da educação e do MEC, e do ENADE, por isto que tem muitas faucaltuas na area de educação e em outras areas ,o Brasil não merece nada calmufado e nem o brasileiro ser enganado , o serto é caminhar passo a passo com paciencia e sabedoria e dignidade emoral e ética.Ai se tornam tudo justo e perfeito.

    santo andré sp

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