Os observatórios espaciais no ano internacional da Astronomia

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Centro da Via Láctea

Centro da Via Láctea. Imagem composta por dados dos três telescópios espaciais da NASA.

Ainda na comemoração dos 400 anos das descobertas de Galileu, a NASA lançou uma imagem fascinante do coração da Galáxia. E, através de um pôster, distribuiu para escolas, planetários e museus ao redor dos Estados Unidos. Sorte deles por lá.

Trata-se da região central da nossa Galáxia, que usualmente não a vemos na luz visível devido ao obscurecimento causado pelo gás e pela poeira do meio interestelar.

Na figura acima, temos uma imagem composta de informações dos três grandes telescópios espaciais da agência espacial americana. Na região do infravermelho a imagem vem do Spitzer. Na região do visível, a imagem vem do Hubble. Enquanto que na região dos raios-x, a contribuição é do formidável Chandra.

Basicamente, o infravermelho nos dá informações sobre material frio, gás e poeira principalmente, com pouca contribuição estelar. O visível nos dá informações sobre as estrelas, principalmente, e um pouco do material que compõe o meio interestelar. Já os raios-x trazem notícias do mundo mais agitado dos gases quentes, fenômenos violentos de acresção de matéria em buracos negros ou ao redor de estrelas imersas em seus berçários.

Cada observatório espacial ajuda a cobrir uma faixa do espectro eletromagnético. E assim, nos fornece informações decifradas, ou decodificadas, por meio de diferentes mensageiros (os fótons de cada intervalo do espectro eletromagnético). Estes diferentes mensageiros que nos trazem notícias sobre distintos fenômenos astrofísicos. E o melhor, tudo combinado em uma única imagem!

Para entender a imagem acima, os dados do Spitzer estão em vermelho, enquanto que dados do Hubble se misturam um pouco com as informações do Spitzer e estão nas regiões mais amareladas/esverdeadas. O azul que permeia a imagem vem dos raios-x devido, principalmente, ao buraco negro supermassivo que existe no centro da Galáxia. Esse buraco negro central tem uma massa de milhões de vezes a massa de nosso Sol e a matéria que é atraída por ele atinge uma temperatura de milhões de graus Celsius. Daí a emissão em raios-x.

**Lembro aos leitores que hoje é o aniversário de um grande amigo do Café com Ciência, o Marcellus! Felicidades ao nobre blogueiro!

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